logo iot sbot
Dr. Carlos Dorilêo
Médico do Exercício e do Esporte
CRM 125817 / TEOT 11835 / RQE 60153 & 65955
logo medesp sbmee
sbot & sbmee & medesp

Qualidade de Vida

O papel da bioimpendância nas lesões musculo-esqueléticas (21/11/2018)

Classicamente utilizada para avaliar a composição corporal, a bioimpedância pode ser uma importante ferramenta para a prevenção, tratamento e o controle de diferentes lesões ortopédicas.

Na avaliação pré participação, a determinação da massa magra total e por segmentos corpóreos permite o diagnóstico de atrofia e desequilíbrios musculares, fator de risco para lesões ortopédicas. Com isso, estratégias de prevenção de lesão já podem ser desenvolvidas.

A medida da massa muscular (massa magra), principalmente no segmento corpóreo acometido pela lesão, permite ao médico do exercício e do esporte avaliar, em conjunto com o fisioterapeuta e o educador físico, a evolução do processo de reabilitação e de transição para o retorno ao exercício após as lesões agudas como por exemplo, nas lesões musculares e as lesões meniscais.

Em lesões crônicas como lombalgia, lesões de cartilagem e osteoartrose, o fortalecimento muscular; parte essencial do tratamento (associado com a redução de percentual de gordura e melhora da flexibilidade e função articular); pode ser controlado a cada consulta através da bioimpedância.


Agende sua consulta com seu médico do exercício e do esporte de confiança:


São Paulo - (011) 31235606 - Rua Barata Ribeiro, 490, cj 113 @doutorcarlos.dorileo

Campinas - (019) 33053760 - Av. Doutor Hermes Braga, 622 @institutomood

São Carlos - (016) 34156585 - Rua Dom Pedro II, 2085 @clinicagenesis.med


Dor nas costas: Cuidado, o problema pode ser o quadril (05/11/2018)

A lombalgia, ou dor nas costas, é um sintoma muito prevalente, e uma das principais motivos de procura ao consultório médico.

A abordagem inicial deve ser procurar a causa dessa dor, e identificar os “sinais de alarme” da lombalgia, que são:

  • Dor predominantemente noturna ou no repouso;
  • Perda de peso inexplicada (mais do que 10 quilos nos últimos 6 meses);
  • Surgimento da dor antes dos 18 anos ou após os 50 anos;
  • Febre persistente, infecção bacteriana recente e/ou imunossupressão;
  • Incontinência urinária ou fecal;
  • Histórico de uso crônico de corticoides;
  • Presença de massa abdominal palpável;
  • Fraqueza ou formigamento nos membros inferiores;
  • História de trauma ou osteoporose;
  • Dor rebelde ao tratamento habitual (repouso, medicação, fisioterapia).

As causas mais frequentes de lombalgia relacionam-se com fatores mecânicos ou posturais (desequilíbrios ou contraturas musculares), sendo menos comum a ocorrência de lombalgia devido patologias da coluna vertebral como:

  • Discopatias e herniações;
  • Estenose de coluna;
  • Patologias reumatológicas sistêmicas;
  • Fraturas ou tumores.

A dor na região lombar também pode ser decorrente do estilo de vida do paciente: em pacientes sedentários, pode ser causada pela obesidade e fraqueza da parede abdominal, já nos ativos fisicamente, pode ser causada por sobrecargas e erros de na periodização dos treinos, com excesso de volume ou intensidade, sem o adequado recovery.

Uma causa de lombalgia de difícil diagnóstico é a causada por lesões no quadril. O impacto femoroacetabular, uma alteração óssea que pode ocorrer no fêmur ou no acetábulo, no articulação do quadril é responsável por um dor difusa na região do glúteo, com irradiação para a região lombar, que pode se confundir com a lombalgia. Essa dor é chamada de “sinal do C”, pois pode acometer toda a região que engloba o púbis, o quadril profundo, o glúteo e a região lombar, formando um arco em forma de C.

42% dos pacientes que apresentam lesão no quadril apresentam lombalgia como queixa principal.

Uma minuciosa consulta médica, na qual, pela história clínica e exame físico completo, busca-se identificar com detalhes as características da dor lombar, complementada com exames de imagens (raio-x e ressonância magnética), determina a causa da lombalgia.

A constatação clínica da diminuição da amplitude de movimento do quadril, principalmente da rotação interna, é sugestiva de patologias da articulação do quadril.

O correto diagnóstico do impacto femoroacetabular, das lesões labrais ou das tendinopatias ao redor da articulação do quadril, promove a reabilitação mais adequada para a sua dor lombar.


Dr. Carlos Dorilêo
Médico do Esporte
CRM 125817


Crossfit (10/2018)

A literatura científica mostra que a prática regular de crossfit é mais segura que o futebol ou a corrida de rua.

Em revisão sistemática realizada no laboratório de psicologia do esporte e do exercício da Universidade do Estado de Santa Catarina, a taxa de lesão nos praticantes de crossfit variou de 1,93 a 3,1 lesões/ 1000 horas de treino. A ordem decrescente de região corporal mais acometida foi:

  1. Ombro;
  2. Costas;
  3. Joelho.

Esta pesquisa mostrou as seguintes taxas de lesões, por esporte:

  • Corrida de rua - 2,3 a 33 lesões/ 1000 horas de treino;
  • Handebol - 2,5 lesões/ 1000 horas de treino;
  • Triatlon - 5,4 lesões/ 1000 horas de treino;
  • Ginástica - 5,4 lesões/ 1000 horas de treino;
  • Futebol - 9,6 lesões/ 1000 horas de treino;
  • Rugby - 26,7 lesões/ 1000 horas de treino.

PDF com pesquisa na íntegra - Santa Catarina

Esse estudo epidemiológico descritivo transversal de ortopedistas da Santa Casa de São Paulo apontou uma incidência de 31% de lesão entre os praticantes de crossfit, ao redor da metade da incidência de lesão dos praticantes do futebol (de 57 a 61.8%) e muito similar à incidência de lesões na ginástica olímpica, à musculação e até mesmo à corrida de rua.

PDF com pesquisa na íntegra - Santa Casa

A pesquisa publicada na Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Belo Horizonte, identificou uma incidência maior de lesão que a pesquisa da Santa Casa de São Paulo (56,2 % dos praticantes de crossfit de BH relataram ter tido lesões, enquanto que na pesquisa paulista a incidência foi de 31%) os principais fatores de risco para as lesões no Crossfit, de acordo com o estudo, são:

  • Falta de condicionamento físico;
  • Sobrepeso/obesidade;
  • Ser fumante;
  • Iniciar o Crossfit sem ter tido o hábito da prática regular de musculação.

Apesar do relato de uma maior incidência de lesões, essa pesquisa cita a epidemiologia do crossfit em outras pesquisas, e em comparação com outros esporte, também apresenta menor incidência de lesões a cada 1000 horas de treino:

  • Crossfit - Hak PT et al 2013 - 3,1 lesões/ 1000 horas treino;
  • Halterofilismo - Calhoon G e Fry A et al 1999 - 3,3 lesões/ 1000 horas treino;
  • Ginástica olímpica - Kolt GS et al 1999 - 5,45 lesões/ 1000 horas treino;
  • Futebol - Rodrigo NR et al 2007 - 4,47 lesões/ 1000 horas.

PDF com a pesquisa na íntegra - Belo Horizonte

A prevenção das lesões na prática do crossfit começa com a identificação de potenciais fatores de risco na avaliação pré participação.

Para a prática segura desse excelente esporte, faça uma avaliação pré participação integrada e completa:

Primeiro, uma consulta médica no consultório do médico do exercício e do esporte @doutorcarlos.dorileo;

Posteriormente, uma avaliação funcional com o Coach João no primeiro box de crossfit no brasil @crossfitbrasil;

Por fim, eu reunião em conjunto com o Dr. e o Coach, receba o feedback de suas avaliações e os resultados dos exames solicitados:

  • Seu risco cardíaco (eletrocardiograma de repouso, teste ergométrico e ecocardiograma);
  • Seus exames laboratoriais: glicemia, hemograma, lipidograma completo (colesterol), exames da tireóide, metabolismos do ferro, funções renais, hepática, eletrólitos e perfil hormonal (testosterona, etc..);
  • Sua avaliação corporal por DEXA de corpo inteiro e Bioimpedância;
  • Sua avaliação clínica e ortopédica para fatores de risco de lesões.

A identificação prévia dos fatores de risco associada com a técnica adequada do gesto esportivo e monitoramento com médico do esporte da periodização do volume e intensidade dos treinos minimizam o seu risco de lesões!


Minha história de corredora: Maisa Gracia - Grupo de corrida Woman with Wings (08/2018)


Quem não deve tomar a vacina da febre amarela? (01/2018)

A Febre amarela em São Paulo


A febre amarela está presente em nosso cotidiano nesse início de 2018, até o momento, nenhum morador da capital paulista foi infectado com a febre amarela somente macacos foram infectados, mas na região metropolitana, em munícipios como Mairiporã, foram registrados: Mairiporã - 57 casos suspeitos de febre amarela, sendo 13 confirmados e 6 óbitos (folha de São Paulo, 18/1/18);
Atibaia – 9 casos;
Amparo – 3 casos.

Quais os sintomas da febre amarela?
Febre súbita, calafrios, forte dor de cabeça, dores de cabeça, no corpo, fraqueza e vômitos. Grande parte dos pacientes melhora com prescrição de medicamentos sintomáticos (analgésicos simples e antitérmicos), somente uma minoria, ao redor de 15% desenvolve a forma grave da doença, caracterizada por uma coloração amarelada da pele (icterícia), hemorragia e insuficiência dos órgãos. Devido ao risco de hemorragia, a aspirina e derivados não deve ser utilizada.

A taxa de letalidade da doença é de 20 a 50% dos infectados, que desenvolvem a forma grave da doença e morrem.

A Prevenção é feita através da vacinação, que apresenta eficácia de 90%, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Existe risco na vacina?
Sim, por conter o vírus vivo atenuado, algumas pessoas podem desenvolver a doença (Febre Amarela), e existem relatos de casos fatais. Porém, como a chance de reação à vacina é muito pequena, o risco x benefício aponta que a melhor decisão é se prevenir e tomar a vacina. Segundo relatos da imprensa, 3 pessoas morreram no Estado de São Paulo devido a vacina, de acordo com o governo – as vítimas eram menores de 60 anos, sem doença prévia, e as mortes ocorreram em Perus, Franco da Rocha e Matão.

Quais são as reações adversas à vacinação? - dores no corpo, dor de cabeça e febre – 2 a 5% dos vacinados podem apresentar tais sintomas nos primeiros dias (5 a 10 dias).
É possível também desenvolver a forma visceral da reação alérgica, com hepatite fulminante (doença viscerotrópica aguda) e síndrome hemorrágica com sintomas semelhantes a febre amarela, evoluindo parainsuficiência renal, hepática e cardíaca, hepatite fulminante e morte.

Segundo uma das fabricantes da vacina (Fiocruz), a taxa de incidência dessa forma grave da doença após a vacina é de 1 caso a cada 400 mil doses.

A vacina também pode provocar doenças neurológicas (meningoencefalite ou síndrome de guillainbarré) em uma incidência de 1 caso para a cada 100 mil aplicações.

Pessoas acima de 60 anos têm mais risco de desenvolver reação à vacina, assim como pacientes portadores de doenças crônicas e em uso de medicação imunossupressora.

Quem não pode tomar a vacina?

  1. Crianças com menos que 6 meses;
  2. Crianças de 6 a 9 meses – só com indicação médica;
  3. Pacientes imunodeprimidos;
  4. Portadores de alergia grave a ovo;
  5. Gestante- devem evitar, a não ser que o risco seja alto (presença de macacos mortos na mesma área) – a indicação deve ser do (a) obstetra que faz o pré-natal da paciente;
  6. Idoso – deve ser avaliado pelo médico do paciente – se frequentar parque ou área com macaco morto, deve ser vacinado, mas existe o risco de apresentar a reação vacinal;
  7. Pessoas portadoras de câncer;
  8. Pacientes em quimioterapia e radioterapia;
  9. Pacientes transplantados de órgãos sólidos e medula óssea;
  10. Pacientes em uso de corticoide;
  11. Pacientes infectados pelo vírus HIV;
  12. Pacientes em uso dos seguintes medicamentos:
    • Azatioprina;
    • Ciclofosfamida;
    • Infliximabe;
    • Etanercepte;
    • Golimumabe;
    • Certolizumabe;
    • Abatacept;
    • Belimumabe;
    • Ustequinumabe;
    • Canaquinumabe;
    • Tocilizumabe;
    • Rituximabe.
  13. Pacientes com Miastenia gravis;
  14. Pacientes com Timoma;
  15. Pacientes com Lúpus;
  16. Pacientes com Doença de Addison;
  17. Pacientes com Artrite Reumatóide;
  18. Pacientes portadores de Alergia grave (que apresentou choque anafilático) a algum componente de vacina ou ovo;
  19. Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses;
  20. Pacientes com alguma imunodeficiência.

Quem perdeu a carteira de vacinação deve se vacinar?
Nesse caso, o correto é encaminhar-se à enfermeira responsável pelo posto de saúde ou clínica de imunização e ter um atendimento individualizado sobre sua situação vacinal.

Qual a indicação de tomar vacina?
Ser habitante ou viajar para regiões de risco para febre amarela – como áreas rurais ou com matas em áreas de risco ou a região metropolitana de São Paulo. A lista com as áreas de risco encontra-se no site:
www.saude.gov.br/febreamarela

Onde encontrar a vacina? – procure no posto de saúde mais próximo de sua casa, ou em clínicas particulares


Novas diretrizes americanas de Cardiologia do Esporte (Avaliação pré participação) 22/09/2016 - (PDF)

Medicina do Esporte
Instituto de Ortopedia USP

Parceiros

Game Ready
Clínica Move
Kit Recuperação